domingo , 18 agosto 2019

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História

Final dos anos 1970. Enquanto o Brasil se aproximava do fim do bipartidarismo e da anistia política, Leonel Brizola e outros políticos e intelectuais progressistas se encontravam em Lisboa, Portugal, para um congresso com o objetivo de reorganizar o movimento trabalhista no Brasil. A partir da Carta de Lisboa, fruto desse encontro, pretendia-se refundar o então Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). No entanto, quando Brizola chega ao Brasil e tenta reorganizar a legenda nacional, Ivete Vargas, sobrinha de Getulio Vargas, reivindica o controle do PTB. O grupo liderado por Brizola cria então um novo partido, o Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Fortaleza caminhava na mesma direção. Moema São Thiago, que estava entre os participantes do encontro em Portugal, trouxe para o Ceará os ideais de trabalhismo preconizados na Carta de Lisboa. Em 28 de agosto de 1984, Moema, junto a Francisco Flávio Torres de Araújo, Francisco José Chaves Jathaí, Francisco Wantuil de Castro Chagas, Joathan de Castro Machado, Hipérides Pereira de Macedo, Raimundo Brandão, entre outras lideranças no Estado, fundaram o Partido Democrático Trabalhista (PDT) do Ceará. Após a sessão de instalação do partido, que ocorreu em reunião histórica na Av. Heráclito Graça 1588, foi eleita a Comissão Regional Provisória, com Flávio Torres, eleito presidente, José Jathaí, 1º vice-presidente, Raimundo Brandão, 2º vice-presidente, Moema São Thiago, secretária-geral, Francisco Wantuil, 1º secretário, Hipérides Macedo, tesoureiro, e Joathan Machado, vogal.

Até que a Convenção Estadual fosse viabilizada, o que ocorreu somente em 1985, quando o partido foi legalmente constituído, várias figuras políticas de renome nacional como Doutel de Andrade, Francisco Julião, entre tantos outros, ajudaram na consolidação do partido no Estado. Com o partido legalmente constituído, Flávio Torres e Moema São Thiago foram mantidos nos cargos. Seguindo os ideais de Brizola, o partido sempre lutou, sob a inspiração do nacionalismo e do trabalhismo, pela soberania e pelo desenvolvimento nacional, na busca de uma sociedade cada vez mais justa e equitativa.

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